Arquivo de Abril, 2008

CAPÍTULO 6: O PENSADOR

Posted in Uncategorized on Segunda-feira, 21 Abril, 2008 by Wellington de Melo

Passa por tua cabeça teu entorno?
Passa por tua cabeça teu futuro?
Passa por tua cabeça o perigo desse mundo?
Passa em tua cabeça que te amo?

O pensador

 

INTERLÚDIO: LA MANO

Posted in Uncategorized with tags , on Sexta-feira, 18 Abril, 2008 by Wellington de Melo

Tómame de la mano, vámonos por calles sin nombre, la sonrisa en la cara, los sueños explotando desde el pecho abierto.

Tómame de la mano, pedazo de mí. Hazme un pedido con tu boca de ángel, un pedido de los cielos que en tus dedos soy nada, en tus dedos está todo que me explica.

Tómame de la mano, llévame adonde quieras. Eres el norte de amapolas que he buscado, eres el norte de amapolas que siempre estuvo en mí.

Tómame de la mano: te seguiré por sendas desconocidas. Te reconoceré a cada paso.

Mano

CAPÍTULO 4: O SONHO

Posted in Uncategorized on Domingo, 13 Abril, 2008 by Wellington de Melo

Quanto de meu sonho, pendurado nesta rede que é a vida, pende para ti, depente de ti?

Balança a vida e te balanço, meu filho, no compasso do arvoredo que nos observa displicente.

Flutuamos, os dois, em uma atmosfera onírica. Flutuamos: a vida diante de nós é belamente incerta.

O sonho

CAPÍTULO 3: O PAPEL

Posted in Uncategorized on Sábado, 12 Abril, 2008 by Wellington de Melo

Eu atravesso a chuva fina das ruas do centro. Escondo-me da chuva em marquises, mas não escondo meu sorriso ensolarado nesta manhã que teima em ser cinza.

Caminho altivo com uma missão: dar-te um nome, fazer-te existir para os outros. Como conceber que sem esse papel que agora incrédulo seguro não te creem?

Em minhas mãos um papel que não dá conta da imensidão que és em mim.

Papel

 

CAPÍTULO 2: O ESPELHO

Posted in Uncategorized on Quinta-Feira, 10 Abril, 2008 by Wellington de Melo

Me reconheço no espelho que é a tua face.

A cada desenho sinuoso de teu lábio, no imperceptível movimento das horas sobre seu cabelo. Eu me sei em ti e reconheço meu futuro, enfim, em um sorriso de dois centímetros.

Estupefacto, meu tempo escorre para o teu: diminuo a cada instante enquanto cresces no mundo, enquanto cresces em mim.

Sorriso...

CAPÍTULO 1: O SONO

Posted in Uncategorized with tags , , on Quarta-feira, 9 Abril, 2008 by Wellington de Melo

Uma mudança desde já sentida: o sono. Não mais as noites desabam sobre mim e eu sobre a cama. A leveza de ser pai acompanha um sono leve, beirando a vigília. Meu sono paira no ar, no limiar do meu olhar a seu minúsculo corpo . Meu sono respira ao compasso de seu pulmão, intermitente e suave como aquilo que acho ser seu sorriso – ele ri de mim, do sono que me rouba?

Sei que assim será de agora em diante: meu sono, eternamente nas mãos de um anjo.

 

Sono...