CAPÍTULO 3: O PAPEL

Eu atravesso a chuva fina das ruas do centro. Escondo-me da chuva em marquises, mas não escondo meu sorriso ensolarado nesta manhã que teima em ser cinza.

Caminho altivo com uma missão: dar-te um nome, fazer-te existir para os outros. Como conceber que sem esse papel que agora incrédulo seguro não te creem?

Em minhas mãos um papel que não dá conta da imensidão que és em mim.

Papel

 

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